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Igrejas e Conventos
Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Pilar
Na torre existe lápide, em mármore, com a seguinte inscrição: "IGREJA DE NOSSA SENHORA DO PILAR / COMEMORAÇÃO DAS BODAS DE OURO / 1953 - 2003". 1715, cerca - segundo o padre António Cordeiro, cerca de trinta vizinhos solicitam ao bispo de Angra, D. Frei Clemente Vieira, que permitisse a desanexação, pondo-lhes um pároco que continuamente lhes assistisse; para tal ofereciam-se a erigir à sua custa uma igreja da invocação de Nossa Senhora do Pilar; o capitão donatário, D. Martinho Mascarenhas, 6.º conde de Santa Cruz, fez chegar ao bispo a sua concordância, oferecendo-se para fazer e ornar a capela-mor do novo templo e para doar a imagem da Senhora do Pilar; 1690 - o deão da Sé, entretanto vacante por falecimento do bispo, decide emitir o necessário alvará; 1693, 9 julho - elevação a paróquia do lugar de Cedros, sendo o seu primeiro pároco o padre Domingos Furtado de Mendonça, com o rendimento anual 24$000, duas partes em trigo e uma em dinheiro, de que se fazia pagamento à custa da Comenda das Ilhas das Flores e Corvo, então pertença do conde de Santa Cruz; 1693 - conclusão da igreja, tendo o conde capitão donatário contribuído para a capela-mor; 1719 - ampliação da igreja; duas lápides foram encontradas aquando da demolição da igreja, uma ostentando o brasão de D. Martinho Mascarenhas e a outra uma cruz rematada com as datas de 1693 e 1719; 1822 - reedificação da igreja; 1868 - um relatório do governador civil do distrito da Horta, António José Vieira Santa Rita, considera-a em mau estado de conservação, com os paramentos e ornamentos muito deteriorados, e desprovida de cemitério, pelo que os enterramentos eram feitos no adro; 1945, Setembro - demolição da velha igreja, por falta de solidez, sendo o serviço religioso transferido para a Casa do Espírito Santo vizinha; 1950, 22 janeiro - lançamento da primeira pedra da edificação da igreja por iniciativa do vigário, Padre José Maria Alvares; 1953, 18 julho - inauguração da igreja, presidindo à bênção o padre João de Fraga Vieira, vigário da Lomba; depois da missa houve a transferência do Santíssimo Sacramento da Casa do Divino Espírito Santo para o novo templo
I
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Igrejas e Conventos
Igreja Nossa Senhora de Lurdes
A Igreja de Nossa Senhora de Lourdes ergue-se sobre uma pequena comunidade agrícola na ilha das Flores, nos Açores, Portugal. A igreja foi construída no topo de uma colina em 1909, nesta comunidade agrícola a norte de Santa Cruz das Flores. Tanto o exterior, ladeado por duas torres, como o interior são muito simples, típicos de igrejas em comunidades açorianas mais pequenas.
I
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Igrejas e Conventos
Igreja de Nossa Senhora da Conceição
A Igreja de Nossa Senhora da Conceição é a matriz da vila de Santa Cruz das Flores. A sua construção teve início em 1859, constituindo uma das mais imponentes igrejas do arquipélago. Com duas torres sineiras, a fachada é recortada por profusa cantaria e amplos janelões. No interior, de notar a valiosa decoração da capela-mor.
C
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Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão
O Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão foi concebido nos tanques onde se armazenava o óleo de baleia que era derretido na Fábrica da Baleia do Boqueirão. É um espaço dedicado à promoção e ao conhecimento dos locais com maior interesse ambiental da ilha, com destaque para os ambientes marinhos. Aqui, é possível conhecer aves residentes e migratórias, seres que vivem na zona entremarés e coluna de água, cetáceos e fontes hidrotermais. É um local privilegiado para a divulgação do conhecimento científico, enriquecendo a experiência daqueles que visitam o Parque Natural. Este Centro foi incluído no Guia de Arquitetura – Sul e Ilhas de Portugal, publicado em 2011; e no projeto de “Mostra Ibérica de Património Arquitetónico – LaMIPA”, no âmbito da Trienal de Arquitetura de Lisboa 2013 – Close, Closer. Foi também referenciado e publicado em diversos websites e revistas da especialidade.
F
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Museus
Fábrica da Baleia
A Fábrica da Baleia do Boqueirão localiza-se na extremidade nordeste da vila de Santa Cruz das Flores. A implantação do edifício foi determinada de acordo com a sua finalidade, como ponto de transformação dos cachalotes apanhados na ilha, ficando situada diretamente acima do porto do Boqueirão, a cerca de 27 metros de altitude. Trata-se de um edifício que se destaca na paisagem urbana, pela volumetria e pela dimensão da sua chaminé. Está incluído num complexo fabril que inclui a plataforma de desmancho e a rampa de varagem, ambas localizadas na vertente norte do edifício, constituído por quatro corpos retangulares, perpendiculares entre si, e por uma chaminé cilíndrica, que totalizam uma área de cerca de 1850 m2. Construída entre 1941 e 1944 pela companhia baleeira Reis & Flores, com Francisco Marcelino dos Reis e José Jacinto Mendonça Flores como sócios maioritários, laborou até 1984. Comprada pela Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores pouco depois, serviu a autarquia até 1992 como armazém de materiais, oficina de serralharia, mecânica e pintura, com exceção da ala este do edifício. Esta ala, composta por duas grandes salas e pela casa das bombas, contígua a estas, foi cedida pela Câmara Municipal ao Museu da Arte e Tradição Popular da ilha, para uma posterior instalação da Secção de Artes do Mar. Nesse ano dá-se início aos trabalhos de recuperação da maquinaria, que durariam cerca de um ano. Apesar da primeira tentativa de conservação com fins museológicos, a fábrica permaneceu abandonada durante mais de 10 anos, tendo recebido em 1999 a classificação de Imóvel de Interesse Público (Resolução nº67/99, de 29 de abril). Em 2006 teve início um novo projeto de musealização da Fábrica, que inclui a recuperação da maquinaria e a reabilitação do edifício, tendo sido adicionado um segundo piso na ala oeste e uma cobertura de uma área adjacente, que era originalmente a céu aberto. As manutenções da cobertura original, das paredes de alvenaria e das estruturas de betão originais, assim como dimensão da maquinaria aqui instalada, remete imediatamente a imaginação do visitante para os dias de trabalho na fábrica e para os tempos em que a caça à baleia fazia parte do quotidiano da ilha. A inauguração do museu teve lugar em 2015, sob a tutela da empresa Ilhas de Valor S.A, sendo desde 2022 um polo do Museu das Flores. Aqui o visitante fica a conhecer a história da faina baleeira na ilha e todo o processo de caça e transformação do cachalote.
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